Os Produtores
O Programa Qualidade Desde a Origem trabalha em parceria com seus fornecedores, que ajudam de maneira direta a garantir o sucesso do programa.
Graças a essa parceria de sucesso, garantimos aos nossos consumidores produtos fresquinhos e da melhor qualidade!
Conheça abaixo alguns dos produtores.
Saiba como ser um de nossos fornecedores. Clique e saiba mais!
Carnes
Hortifruti
Curiosidades

Fazenda Santa Vitória
Gente, Ambiente: Produção Conveniente
Bela Vista de Goiás – GO
Acontecências do TEAR…
O “Case” da Sucuri
A Fazenda Santa Vitória situada no Município de Bela Vista de Goiás tem pouco mais de 800 ha e se dedica à pecuária. Como fornecedora de carne do Grupo Pão de Açúcar, foi convidada a participar do TEAR, curso para implantação de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) promovido pelo Instituto ETHOS, pelo BID e tendo como empresa âncora o próprio GPA.
Desde o início do TEAR, em setembro de 2006, todos os funcionários da fazenda foram envolvidos no curso, condição básica para a implantação desta nova maneira de fazer negócios, a RSE.
Uma das primeiras atividades foi definir a missão, a visão e os valores da empresa. Muitas reuniões foram necessárias para que os funcionários colocassem em palavras o nosso comportamento no dia-a-dia, nosso objetivo atual e nossos valores. A missão, por exemplo, ficou assim:
Promover o EQUILÍBRIO entre os seres vivos existentes na fazenda, assegurando que cada um realize seu ciclo da maneira mais PRODUTIVA e RESPONSÁVEL para si e para o meio ambiente.
O equilíbrio leva a sustentabilidade que é a principal preocupação de uma empresa nos tempos atuais. Se esta empresa é uma fazenda onde quase todos os envolvidos são seres vivos, homem, gado, cavalo, capim, insetos, parasitas, animais selvagens, plantas, etc, ou mantém uma relação tão forte com os seres vivos que apresentam características de individualidade e imprevisibilidade semelhantes a estes , como o solo, o clima e a água, o entendimento de como criar um ambiente sustentável, não é fácil e tem que ser bastante estudado. Vale ressaltar que este ambiente foi drasticamente desequilibrado no desmatamento e na formação das pastagens.
Todas essas palavras são muito bonitas, mas, quanto delas estava sendo assimiladas pelos funcionários. A história que segue serve para ilustrar a mudança de comportamento e o comprometimento com a missão e com os valores definidos naquelas citadas reuniões. Ela se passa no dia 07 de agosto de 2007 e tem como personagens dois vaqueiros: Ailson Pereira da Silva, 35 anos, capataz da fazenda, participa doTEAR desde o início e Luiz de Oliveira Gomes, 45 anos, vaqueiro recém contratado. Esta história foi narrada pelo próprio Luiz à Teresinha Fonseca, consultora do Instituto Ethos. Os dois encontraram a terceira personagem da história saindo de uma represa da fazenda: uma sucuri, ou melhor, uma “baita” sucuri, tão grande que ainda hoje se diz que era grande demais para o tamanho da fazenda. Era uma cobra de dimensões apropriadas para uma fazenda no Pantanal, no Xingú, no Pará ou no Amazonas, não para uma a 30 km do centro da capital de Goiás, cidade com quase 1,5 milhões de habitantes.
O Ailson viu primeiro a sucuri e mostrou-a ao Luiz. Ela estava numa parte rasa da represa, por onde a água sai. O Luiz de imediato propôs: – Vamos laçar a bicha! – e sem esperar resposta levou a mão à anca do cavalo, pegou o laço e num instante a cobra estava presa pelo pescoço. Pescoço? Mas a danada não tem ombro como pode ter pescoço. Bom, deixa pra lá, estava presa pela parte logo após a cabeça.
Depois de presa retiraram de dentro da água e “mediram”: ela tinha o comprimento de 5 passos de um metro, portanto 5 metros, o diâmetro, aproximadamente de 30 centímetros.
Aí o Luís perguntou; – O que vamos fazer com ela? – Vamos tirar umas fotos e enviar para o Marcelo. – respondeu o Ailson.
E assim foi feito, o Ailson tirou as fotos com o celular e enviou para o administrador da fazenda. Uma das fotos está bem aí em seguida: dá para perceber o laço no “pescoço”.
- Vamos matar a cobra, ela leva qualquer um nesta fazenda, gente ou bicho, pra dentro da represa – disse o Luiz. – O bicho é de assustar mesmo, mas acho que é melhor soltar ela. O Marcelo já não gosta que mate os bichos e tem o problema do meio ambiente, que todo mundo vem falar prá gente. Vamos levar a cobra prá represa aí de cima e soltar – concluiu o Ailson.
Levaram a cobra para uma represa perto da que ela estava saindo e soltaram. Mas no outro dia foi visto o rasto dela por cima do aterro da represa. Ficou lá marcado por muito tempo, até que as chuvas começaram.
Onde será que está a cobra? Pode estar em outra represa ou talvez tenha chegado até o Rio das Caldas, uma das divisas da fazenda. É um animal que não se vê todo dia, é emocionante encontrá-lo assim na natureza. Dá até um certo prazer ou, talvez, um certo orgulho, para as pessoas da fazenda saber que lá tem um animal desses. De qualquer maneira, seria muito bom, prá cobra e para todos nós que as próximas pessoas que avistarem aquela cobra tenham também escutado sobre “o problema do meio ambiente” de todo mundo lá… do TEAR.
Marcelo de Figueiredo Pimenta – Administrador e sócio da Fazenda




