Os Produtores

O Programa Qualidade Desde a Origem trabalha em parceria com seus fornecedores, que ajudam de maneira direta a garantir o sucesso do programa.

Graças a essa parceria de sucesso, garantimos aos nossos consumidores produtos fresquinhos e da melhor qualidade!

Conheça abaixo alguns dos produtores.

  • Produtor: Wanderley Zimmermann

    Propriedade: Chácara Nossa Senhora Aparecida

    Localização: Rodovia DF - 230, Km 02, Planaltina - Gleba D nº 5 - Núcleo Rural do Bica do DER: 73310-200. Está a 40 km de distância da capital federal.

    Cultura: Em menos de sete anos, os índices de produtividade da Chácara Nossa Senhora Aparecida dobraram: de 5 alqueires de uva niágara, em 2003, passaram a ser produzidos 10 alqueires e mais 2 alqueires de uva BRS clara sem semente. Atualmente, uma nova área para produzir mais 6 alqueires de uva Niágara está em fase de implantação.

    Responsabilidade: O compromisso começa na própria empresa: todos os colaboradores da Chácara Nossa Senhora Aparecida recebem treinamentos sobre coleta seletiva de lixo e uso consciente de água. Outra iniciativa para cuidar do meio ambiente é manter uma reserva legal e permanente de 10 alqueires destinada à preservação de matas ciliares e encostas de rios. Além disso, periodicamente são doados alimentos para o Lar Fabiano de Cristo, uma instituição local para crianças carentes.

    Processo: Segundo o proprietário, o segredo do sucesso está no respeito com todos os envolvidos no processo. Todos os produtos são etiquetados com códigos de rastreabilidade que permitem ao cliente conhecer todas as etapas do processo. Nas cadernetas de campo, são anotadas datas de podas e pulverizações, feitas apenas com produtos recomendados para a cultura de acordo com órgãos competentes. A água, os inseticidas e outros fatores que possam interferir diretamente na qualidade do produto também são analisados periodicamente.A irrigação é feita com tecnologia de ponta: feita por sistemas de gotejamento e aspersão divididos por quadras e setores automatizados. O sistema de embalam Packing House também é feito de acordo com as normas vigentes e permite análises pós-colheita: brix, tamanho baga, coloração e defeitos.

  • Produtor: Roberto Takao Maeda

    Propriedade: Fazenda Tapera

    Localização: Br-452 Km 234 - Santa Juliana-MG

    Cultura: Atualmente, são produzidos cerca de 600 alqueires de cenoura, 400 alqueires de batata, 150 alqueires de cebola, além de milho, trigo e milheto, utilizados como alternativas para rotação de culturas.

    Responsabilidade: A Fazenda Tapera doa alimentos para diversas instituições de caridade, entre elas o Programa Vida do Governo de Minas Gerais, o Hospital Casa do Caminho de Araxá, a APAE, a Casa Lar e Hospital do Câncer. Além disso, as famílias carentes da cidade também recebem suprimentos.No quesito ambiental, a fazenda realiza um programa de monitoramento. No complexo do Packing House, já foram plantadas 150 mudas de espécies nativas como sombreiro, paineira, bálsamo, faveiro, pau-terra, pororoca, canela-ipê e araticum.

    Processo: A produção de cenoura é o pivô central para o desenvolvimento de novas técnicas de irrigação. Constantemente, pesquisa-se o uso de novos aparelhos para medições, produtos biológicos, máquinas de precisão, além de novas variedades com qualidade, sabor, aparência, durabilidade e alta produtividade para o cultivo com menos água e agrotóxicos.A produção vai para diversos Estados e o que diferencia a Fazenda Tapera é seu compromisso com todos os envolvidos no processo, a pontualidade e qualidade dos produtos.

  • Produtor: Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina (Cootaquara)

    Propriedade: A Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina-DF

    Localização: Região da Planaltina - DF

    Cultura: São comercializados em torno de 40 diferentes tipos de legumes, verduras e frutas com uma produção mensal de aproximadamente 400 toneladas.

    Responsabilidade: O objetivo da Cooperativa é promover o desenvolvimento econômico e a inclusão social da região rural. A empresa é uma das maiores empregadoras, com 50 colaboradores diretos e gera uma demanda de mão-de-obra para mais de 2.500 pessoas. Em 10 anos de projeto, a integração comunitária aproximou a cooperativa das escolas, dos postos de saúde e das igrejas trazendo melhorias para toda a população.

    Processo: O Núcleo Rural Taquara é exemplo de gestão agrícola. Considerado um dos principais polos na produção de hortaliças do Distrito Federal e um dos mais importantes produtores de pimentão do País proporciona boas condições de vida para os habitantes locais, mais ofertas de emprego e boa perspectiva de renda aos jovens trabalhadores rurais. Para garantir a qualidade dos produtos, são usadas tecnologias de ponta, como a irrigação localizada e o cultivo protegido pela organização dos produtores.

  • Produtor: Claudio Martins Ferreira

    Propriedade: Fazenda Meandros

    Localização: Estrada Juquitiba - Ibiúna , 121, no bairro Laranjeiras, Município de Ibiúna.

    Cultura: Em uma área 35.000m² são cultivados os mais diversos produtos em estufas metálicas. Entre eles, estão todas as variedades de pimentões: verde, amarelo, vermelho, laranja, roxo, crème, chocolate, comprido e cereja; pimentas: suaves, cambuci, dedo de moça, jalapeño, exóticas, biquinho, murupi, habanero, scotch bonet, crème ardida, cereja; vagem holandesa; tomate cereja; tomate sweet grape; berinjelas e mini abóboras.

    Responsabilidade: Os 650 hectares da fazenda estão divididos em áreas de preservação ambiental e de produção agrícola. As áreas de preservação começaram a ser implantadas em 1975 e, após o Decreto 1.992 de 1996, foram criadas, por iniciativa do proprietário, três RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural) totalizando 329 alqueire de Mata Atlântica. São áreas de preservação de caráter perpétuo para a garantia de um patrimônio de valor incalculável às gerações futuras. Atualmente, o proprietário e produtor Claudio Martins Ferreira é vice-presidente da ONG FREPESP (Federação das Reservas Particulares do Estado de São Paulo, www.frepesp.org.br/) e representa todas as RPPNs do Estado.

    Processo: Os 650 hectares da fazenda estão divididos em áreas de preservação ambiental e de produção agrícola. As áreas de preservação começaram a ser implantadas em 1975 e, após o Decreto 1.992 de 1996, foram criadas, por iniciativa do proprietário, três RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural) totalizando 329 alqueire de Mata Atlântica. São áreas de preservação de caráter perpétuo para a garantia de um patrimônio de valor incalculável às gerações futuras. Atualmente, o proprietário e produtor Claudio Martins Ferreira é vice-presidente da ONG FREPESP (Federação das Reservas Particulares do Estado de São Paulo, www.frepesp.org.br/) e representa todas as RPPNs do Estado.

    Processo: Para a Fazenda Meandros, produção e comercialização são atividades interdependentes e complementares. Por isso, é dada preferência a parceiros com a mesma filosofia de trabalho, o que beneficia tanto os fornecedores como os clientes. Quem produz tem a certeza de que seus produtos serão colocados no mercado de forma apropriada e contínua, e os clientes contam com a garantia de produtos com qualidade e dentro das normas vigentes. Outra vantagem é a rápida troca de informações entre o produtor e seus distribuidores. Trabalhando em parceria, é possível aperfeiçoar o planejamento de produção, avaliar o feedback de novos produtos e adaptação às últimas tendências do mercado.Na Fazenda Meandros, os princípios básicos adotados na produção são: buscar a máxima produtividade e qualidade por unidade de área e utilizar técnicas de manejo do solo que reduzam o impacto ambiental, tanto na irrigação como no controle de pragas. Conheça as principais características do processo de produção:

    - Produção em cultivo protegido, proporcionando maior controle das variáveis ambientais e resultando em plantas mais vigorosas com frutos de melhor qualidade.

    - Cultivo de variedades geneticamente melhoradas em aspectos como alta produtividade e resistência à pragas e doenças.

    - Produção própria de mudas garantindo e origem e sanidade das plantas.

    - Irrigação por gotejamento, com água de nascentes da própria Fazenda, o que evita a contaminação do solo e das plantas. Monitoramento da umidade do solo pela leitura diária de tensiômetros instalados em todas as estufas e análise gráfica gerada pelos dados obtidos.

    - Cobertura do solo com plástico (mulching) que resulta, junto à utilização de gotejamento, em significativa economia de água.

    - Preparo do solo conforme análises periódicas com adição equilibrada de fertilizantes químicos e matéria orgânica para manutenção da vida e estrutura do solo.

    - Fertirrigação com fórmulas especialmente desenvolvidas para cada cultura, aumentando a produtividade e resistência contra pragas e doenças.

    - Condução e tutoramento das plantas observando as necessidades de cada espécie em todas as fases de crescimento.

    - Controle integrado de doenças e pragas com as características abaixo:

    - Avaliação quantitativa e qualitativa das populações de insetos e da incidência de doenças, e também das características morfológicas e fisiológicas das plantas.

    - Utilização apenas de defensivos com registro para a cultura.

    - Rotação, sempre que possível, dos princípios ativos.

    - Rotação de cultura nos plantios sucessivos em cada estufa

    - Ênfase no uso de inseticidas biológicos, armadilhas, barreiras físicas como telas antivírus e ambientais como filmes antivírus, que resulta em frutos com mínimo teor de agrotóxicos, o que evita a contaminação do solo e da água.

    - Prazos de carência dos produtos aplicados rigorosamente respeitados.

  • Produtor: Suemi Makiyama

    Propriedade: Sítio Centro, Sítio Sogo, Sítio Vale Verde E Sítio Sertãozinho

    Localização: Rua Kironbu Awazu, 250 - Biritiba Mirim - São Paulo.

    Cultura: O sitio possui 30 hectares de folhagens de todos os tipos: alface crespa, lisa, americana, acelga, almeirão, chicória, coentro, couve brócolis ramoso, couve brócolis ninja, couve-flor, escarola, mostarda, rabanete, repolho verde, repolho roxo, rúcula, salsa, alfaces hidropônicas, agrião hidropônico, rúcula hidropônica.

    Responsabilidade: s sítios atuam em parceria com a Yoshida & Hirata no Projeto Solidariedade e Segurança, a que reverte toda venda de IPI para a entidade. O sítio também doa hortaliças para eventos de caridade na comunidade local como a Noite do Sukiyaki (escola Adhemar Bolina), Noite do Tempurá (orfanato), Festa do Yakissoba (sacabim), entre outros. Em questões ambientais, para conservação do solo, é utilizada a curva de nível. O sítio também faz a coleta de óleo Carter, do descarte de hortaliças e das embalagens de agrotóxicos.

    Processo: O uso de tecnologias para cultivo protegido é um dos grandes destaques do sítio. Esse tipo de cultivo evita que fatores externos interfiram na colheita. Tudo começou com uma estufa para teste há 4 anos e atualmente já são cultivados 7.000 m², com planos de expansão.

  • Produtor: Antônio Tanaka

    Propriedade: Chácara Tanaka

    Localização: Núcleo Rural Alexandre Gusmão - Incra 08 - Chácara 3/330 - Brazlândia - DF

    Cultura: Em seus 200 mil m² de produção, a Tanaka produz os produtos convencionais: alface, agrião, rúcula, coentro, cebolinha, couve brócolis, acelga, salsa, rabanete, alho-poró, cebolinha, couve manteiga, chicória, nabo, entre outros e também hidropônicos: alface, rúcula e agrião. São mais de 80 profissionais treinados e capacitados conforme os diferentes setores da empresa.

    Responsabilidade: Para evitar o desperdício de água, a irrigação por aspersão foi substituída pela irrigação por gotejo. Além disso, é feita a coleta do descarte de hortaliças e das embalagens de agrotóxicos. A chácara também utiliza modernas técnicas de conservação do solo. No quesito social, são realizadas doações para a população carente da cidade de Brazlândia.

    Processo: A Chácara Tanaka já é parceira do Grupo Pão de Açúcar há 4 anos. Antônio Tanaka foi o primeiro a aderir ao programa Qualidade desde a Origem e ter seus produtos 100% rastreados. A chácara também foi uma das primeiras empresas da capital a se tornar fornecedora Qualitá. Atualmente, a empresa possui uma estrutura logística que atende com o mesmo padrão de qualidade as lojas do Grupo em Brasília, Goiânia, Palmas e Campo Grande.

  • Produtor: Clevane

    Propriedade: Fazenda Malunga

    Localização: Colônia Agrícola Lamarão chácara 16 PAD/DF - Brasilia.

    Cultura: Somando a área plantada e a de pastagens são 90 hectares: 40 para hortaliças (alface, rúcula, agrião, salsa, cebolinha, couve-flor, couve brócolis, repolho, repolho roxo e acelga) e para os legumes orgânicos: abobrinha italiana, batata-inglesa, beterraba, pepino japonês, pimentão verde, berinjela e tomate. Os outros 50 hectares são para criação de gado de leite para o preparo de laticínios orgânicos: queijos, leite e iogurtes.

    Responsabilidade: A missão da Fazenda Malunga é produzir alimentos orgânicos para garantir mais qualidade de vida para os consumidores e respeito ao meio ambiente. O compromisso com a educação ambiental e o desenvolvimento de tecnologias limpas sempre fizeram parte da filosofia da fazenda.

    Processo: Atualmente, a Malunga conta com 200 colaboradores entre produção, Packing House, comercialização, administração e logística. Nos últimos 10 anos, a empresa aperfeiçoou sua organização e manteve um ótimo ritmo de crescimento: aproximadamente 30% ao ano.Nos últimos anos, a demanda por produtos orgânicos tem aumentado, a categoria ganhou mais espaços nos mercados e esta opção de compra está mais próxima dos consumidores.O principal objetivo de seu Clevane, proprietário da fazenda, é se consolidar como uma marca líder em alimentos orgânicos, associando sua imagem à qualidade de vida e exemplo de gestão eficiente, sempre utilizando tecnologias limpas e equipes capacitadas, como o diferencial competitivo, todos comprometidos com a qualidade total e a satisfação dos consumidores e dos colaboradores. Os valores que não podem faltar nos processos da Fazenda Malunga são: qualidade de vida, respeito ao meio ambiente e às pessoas, responsabilidade social, honestidade, transparência, competitividade e eficiência.

  • Lorival Antonio Sguissardi
    Lorival Antonio Sguissardi
    Lorival Antonio Sguissardi
    Pecuarista: Lorival Antonio Sguissardi

    Propriedade: Fazenda Cambará

    Localização: Colíder - MT

    O sucesso da Fazenda Cambará começa no bom trato aos animais. Chico trata as vacas com tanto respeito que é um dos poucos que pode chegar perto e até tocar nos bezerros Nelore. Geralmente as vacas ficam muito agressivas quando estão com cria. Chico conhece todos os animais da fazenda e sabe o nome de cada um. Os gados de corte das carnes Taeq desmamam quando já estão bastante desenvolvidos e têm uma vida livre do estresse.Outro grande diferencial da Cambará é sua forma de pastagem: o sistema agrosilvopastoril é ecologicamente correto e permite que a área de pasto fique entre as árvores, sem a necessidade de derrubá-las.Outra grande cuidado da fazenda é com seus colaboradores. O proprietário acredita que um bom trabalho com o rebanho só é possível se as pessoas da fazenda também estiverem bem consigo mesmas e satisfeitas com o trabalho. Por isso, cada família recebe tudo do bom e do melhor: conforto, segurança e boa alimentação. Dinâmicas em grupo e consulta com psicólogos também ajudam a manter a equipe sempre saudável.

  • Luiz Carlos Nunes Castelo
    Luiz Carlos Nunes Castelo
    Luiz Carlos Nunes Castelo
    Pecuarista: Luiz Carlos Nunes Castelo

    Propriedade: Fazenda Bang- Bang, um lugar de paz

    Localização: São José do Xingu - MT

    Para a Fazenda Bang-Bang, os colaboradores são seu maior patrimônio. Prova disso é que em 2008, com a herança recebida dos pais, o Sr. Castelo construiu o CDH (Centro de Desenvolvimento Humano). É uma comunidade com toda a infra-estrutura necessária para garantir o desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores. No CDH, acontecem cursos profissionalizantes, alfabetização de adultos, cursos de informática, entre muitas outras atividades educativas. Para o Sr. Castelo, uma boa educação foi o que seus pais puderam lhe oferecer de melhor e ele faz questão de compartilhar isso com sua equipe. E para comemorar os ótimos resultados do trabalho, são realizadas duas grandes festas anuais. Atualmente a Fazenda Bang-Bang é exemplo de preservação ambiental. Em parceria com o ISA (Instituto Socio-ambiental), o Sr. Castelo criou um projeto para recuperar os passivos ambientais da gestão anterior. Hoje a fazenda já contabiliza mais de 350 hectares de florestas recuperadas e é a que mais tem recompensado a mata ciliar da Bacia Amazônica.

  • Pecuarista: Hélio Garcia

    Propriedade: Fazenda Barreirinho

    Localização: Poxoréu - MT

    Quando o assunto é gado jovem, o Sr. Hélio não esconde seu entusiasmo. Ele foi o responsável por criar um sistema que bateu recordes de produção. Em 10 meses o Sr. Hélio produziu o que na média se consegue produzir em 36 meses. Segundo o pecuarista o segredo é explorar a capacidade genética dos animais fornecendo uma alimentação rica e balanceada. Outro cuidado na Fazenda Barreirinho está relacionado aos agrotóxicos: não se usa veneno para controlar as pragas da pastagem. O Sr. Hélio busca soluções alternativas para esse tipo de controle. Quando há necessidade de controlar plantas, a opção usada é a roçadeira. Uma história interessante que aconteceu na Fazenda Barreirinho é a história do filho de um dos colaboradores. Com apenas 16 anos, o garoto decidiu parar de estudar para se dedicar somente ao trabalho na fazenda. Quando soube disso, o Sr. Hélio conversou com ele e o convenceu a prosseguir com os estudos. Logo depois, cadastrou o rapaz no programa de jovens aprendizes na cidade.

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Carnes Hortifruti

Fazenda Santa Vitória

Gente, Ambiente: Produção Conveniente
Bela Vista de Goiás – GO

Acontecências do TEAR…
O “Case” da Sucuri

Fazenda Santa VitóriaA Fazenda Santa Vitória situada no Município de Bela Vista de Goiás tem pouco mais de 800 ha e se dedica à pecuária. Como fornecedora de carne do Grupo Pão de Açúcar, foi convidada a participar do TEAR, curso para implantação de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) promovido pelo Instituto ETHOS, pelo BID e tendo como empresa âncora o próprio GPA.

Desde o início do TEAR, em setembro de 2006, todos os funcionários da fazenda foram envolvidos no curso, condição básica para a implantação desta nova maneira de fazer negócios, a RSE.

Uma das primeiras atividades foi definir a missão, a visão e os valores da empresa. Muitas reuniões foram necessárias para que os funcionários colocassem em palavras o nosso comportamento no dia-a-dia, nosso objetivo atual e nossos valores. A missão, por exemplo, ficou assim:

Promover o EQUILÍBRIO entre os seres vivos existentes na fazenda, assegurando que cada um realize seu ciclo da maneira mais PRODUTIVA e RESPONSÁVEL para si e para o meio ambiente.

O equilíbrio leva a sustentabilidade que é a principal preocupação de uma empresa nos tempos atuais. Se esta empresa é uma fazenda onde quase todos os envolvidos são seres vivos, homem, gado, cavalo, capim, insetos, parasitas, animais selvagens, plantas, etc, ou mantém uma relação tão forte com os seres vivos que apresentam características de individualidade e imprevisibilidade semelhantes a estes , como o solo, o clima e a água, o entendimento de como criar um ambiente sustentável, não é fácil e tem que ser bastante estudado. Vale ressaltar que este ambiente foi drasticamente desequilibrado no desmatamento e na formação das pastagens.

Todas essas palavras são muito bonitas, mas, quanto delas estava sendo assimiladas pelos funcionários. A história que segue serve para ilustrar a mudança de comportamento e o comprometimento com a missão e com os valores definidos naquelas citadas reuniões. Ela se passa no dia 07 de agosto de 2007 e tem como personagens dois vaqueiros: Ailson Pereira da Silva, 35 anos, capataz da fazenda, participa doTEAR desde o início e Luiz de Oliveira Gomes, 45 anos, vaqueiro recém contratado. Esta história foi narrada pelo próprio Luiz à Teresinha Fonseca, consultora do Instituto Ethos. Os dois encontraram a terceira personagem da história saindo de uma represa da fazenda: uma sucuri, ou melhor, uma “baita” sucuri, tão grande que ainda hoje se diz que era grande demais para o tamanho da fazenda. Era uma cobra de dimensões apropriadas para uma fazenda no Pantanal, no Xingú, no Pará ou no Amazonas, não para uma a 30 km do centro da capital de Goiás, cidade com quase 1,5 milhões de habitantes.

Fazenda Santa VitóriaO Ailson viu primeiro a sucuri e mostrou-a ao Luiz. Ela estava numa parte rasa da represa, por onde a água sai. O Luiz de imediato propôs: – Vamos laçar a bicha! – e sem esperar resposta levou a mão à anca do cavalo, pegou o laço e num instante a cobra estava presa pelo pescoço. Pescoço? Mas a danada não tem ombro como pode ter pescoço. Bom, deixa pra lá, estava presa pela parte logo após a cabeça.

Depois de presa retiraram de dentro da água e “mediram”: ela tinha o comprimento de 5 passos de um metro, portanto 5 metros, o diâmetro, aproximadamente de 30 centímetros.

Aí o Luís perguntou; – O que vamos fazer com ela? – Vamos tirar umas fotos e enviar para o Marcelo. – respondeu o Ailson.

E assim foi feito, o Ailson tirou as fotos com o celular e enviou para o administrador da fazenda. Uma das fotos está bem aí em seguida: dá para perceber o laço no “pescoço”.

- Vamos matar a cobra, ela leva qualquer um nesta fazenda, gente ou bicho, pra dentro da represa – disse o Luiz. – O bicho é de assustar mesmo, mas acho que é melhor soltar ela. O Marcelo já não gosta que mate os bichos e tem o problema do meio ambiente, que todo mundo vem falar prá gente. Vamos levar a cobra prá represa aí de cima e soltar – concluiu o Ailson.

Levaram a cobra para uma represa perto da que ela estava saindo e soltaram. Mas no outro dia foi visto o rasto dela por cima do aterro da represa. Ficou lá marcado por muito tempo, até que as chuvas começaram.

Onde será que está a cobra? Pode estar em outra represa ou talvez tenha chegado até o Rio das Caldas, uma das divisas da fazenda. É um animal que não se vê todo dia, é emocionante encontrá-lo assim na natureza. Dá até um certo prazer ou, talvez, um certo orgulho, para as pessoas da fazenda saber que lá tem um animal desses. De qualquer maneira, seria muito bom, prá cobra e para todos nós que as próximas pessoas que avistarem aquela cobra tenham também escutado sobre “o problema do meio ambiente” de todo mundo lá… do TEAR.

Marcelo de Figueiredo Pimenta – Administrador e sócio da Fazenda