Dicas de consumo - Goiaba

Goiaba
goiaba

De alto valor nutritivo, a fruta é saborosa tanto in natura quanto em forma de doces e geléias.

Nutrição Mineral

A goiabeira (Psidium guajava L.) é originária da região tropical da América do Sul. Atualmente, encontra-se amplamente difundida por todas as áreas tropicais e subtropicais do mundo (Medina, 1988).

A goiaba é um dos frutos com grande importância, não só pelo elevado valor nutritivo, mas também pela excelente aceitação in natura, pela possibilidade de uso industrial, além da capacidade que as plantas têm de se desenvolver em condições diversas. No processo industrial, a goiabada se destaca como um dos principais doces produzidos a partir de frutos tropicais (Medina, 1988), além de participar da preparação de outros produtos como geléias, pastas, frutas em calda, purês, refrescos e xaropes.

Há algumas décadas, a goiaba, na condição de fruta inferior, era consumida somente quando havia colheitas oriundas de vegetação espontânea. Todavia, com as perspectivas promissoras de mercado, expansão das indústrias alimentícias, abertura do mercosul e introdução de novos cultivares, maior atenção foi destinada à cultura (Salvador et al., 1998b).

Segundo Pereira (1995) são muito escassas as informações relativas às áreas cultivadas com goiaba no mundo. Os dados disponíveis indicam ser a Índia, o Paquistão, o Brasil, o Egito, a Venezuela, os Estados Unidos (Havaí, Flórida, Califórnia), a África do Sul, o México, a Austrália e o Quênia, os principais países produtores. No Brasil, o cultivo em escala comercial ocorre com destaque nos estados de São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

No Brasil a goiaba é mais consumida como fruta fresca, em especial de polpa vermelha, comparada ao produto industrializado. A exportação de fruta fresca é pouco expressiva. Os principais países importadores de goiaba brasileira são: França, Canadá, Alemanha e Portugal (Guedes & Vilela, 1999, citado por Almeida, 1999).

No estado de São Paulo a produção de goiaba teve sua exploração, visando ao consumo in natura, incrementada a partir de 1979 (Maia et al., 1988). Dentre as frutíferas cultivadas no Estado, a goiabeira destaca-se pela importância econômica, pois a área plantada de cerca de 2,2 mil hectares, apresentou evolução de aproximadamente 10% entre os anos de 1980 e 1990 (Foltran & Piza Jr., 1991).

As goiabas com polpa vermelha dominam cerca de 75% do mercado nacional, destinado-se ao consumo in natura e a indústria. A goiaba de polpa branca, embora exista mercado externo para a exportação da fruta, têm industrializações insignificantes, sendo destinadas exclusivamente ao consumo de mesa.

Cada mercado apresenta uma exigência específica, ou seja, o mercado in natura, busca frutas de polpa vermelha, casca corrugada, predominantemente verde, com poucas sementes, aroma doce pouco acentuado, com amarelecimento lento e frutos grandes (média de 350 g).

Para a indústria, a polpa também deve ser vermelha, com poucas sementes, alto teor de sólido solúveis (8 a 12 oBrix), pH (3,8 a 4,3) e acidez 0,35 a 0,63% de ácido cítrico, frutos não verdes e com maturação homogênea, sem exigências quanto ao tamanho do fruto.

Fonte

http://www.unitins.br/ates/arquivos/Agricultura/Fruticultura/Goiaba/Goiaba%20-%20Nutri%C3%A7%C3%A3o%20Mineral.doc

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